ENREDO

Canadá. Fiona, bibliotecária, recebe uma aflita e angustiada carta de sua tia Marta, 93, que vive sozinha em Paris. Sem pestanejar, ela vai ao seu encontro, mas descobre que ela desapareceu. Pequenos desastres inexplicáveis a fazem conhecer Dom, um sem-teto egoísta e sedutor, que decide ajudá-la. Essas três peculiares criaturas irão se desencontrar e fazer descobertas perdidas nas ruas de Paris.

FICHA TÉCNICA

PARIS PIEDS NUS
FRANÇA-BÉLGICA, 2017
Direção/Roteiro: DOMINIQUE ABEL E FIONA GORDON
Elenco: Fiona Gordon, Dominique Abel, Emmanuelle Riva e Pierre Richard
Fotografia: Claire Childeric/Jean-Christophe Leforestier
Montagem: Sandrine Deegan
Comédia
1h23 minutos
Pandora Filmes

O FILME E O DIRETOR

Terceiro longa do belga Dominique Abel, 60, e da australiana Fiona Gordon, 60, comediantes renovadores do humor com visual voltado ao burlesco e que tanto no teatro quanto no cinema resgatam os estilos de Buster Keaton, Max Linder, Charles Chaplin e Jacques Tati. Desenvolvem um tema em comum: a falta de jeito dos seres humanos. Última atuação de Emmanuelle Riva (1927-2017), falecida em janeiro.

AS PALAVRAS DE DOMINIQUE

NÃO TÍNHAMOS PENSADO EM EMMANUELLE RIVA PARA O FILME, PORQUE NA NOSSA OPINIÃO, ELA HAVIA FEITO MUITOS PAPÉIS DRAMÁTICOS. ATÉ QUE ALGUÉM NOS MOSTROU UM VÍDEO QUE ELA FEZ PARA O THE NEW YORK TIMES, NA OCASIÃO EM QUE CONCORRIA AO OSCAR. NESSE VÍDEO, GRAVADO EM SEU APARTAMENTO, ELA DANÇAVA E IMITAVA CHAPLIN. FOI QUANDO IMEDIATAMENTE DECIDIMOS QUE SERIA ELA
Dominique Abel, cineasta

TRAILER

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FOTOS

CIDADES E HORÁRIOS

DE SEGUNDA A SEXTA-FEIRA – 19h
SÁBADOS E DOMINGOS – 14h15

EM EXIBIÇÃO

RIBEIRÃO PRETO
CINÉPOLIS SANTA ÚRSULA

 

CRÍTICA ESTRANGEIRA

SE VOCÊ NÃO TEM NADA CONTRA A IMAGINAÇÃO, A FANTASIA E GAGS INCOMUNS (QUE EU FIZ UM PONTO DE NÃO DESCREVER PARA NÃO ESTRAGAR O SEU PRAZER DE DESCOBRI-LOS), ESTA EXTRAVAGÂNCIA ENCANTADORA NORMALMENTE DEVE LHE ENCANTAR TANTO QUANTO ME ENCANTOU. É PELO MENOS A PIOR COISA QUE EU DESEJO PARA VOCÊ
Guy Bellinger, imdb.com

COMO DOMINIQUE ABEL E FIONA GORDON CONSEGUEM MANTER INTACTO SEU HUMOR POÉTICO E LEVE AO MESMO TEMPO EM QUE REINVENTAM SEUS FILMES? EM PERDIDOS EM PARIS, A DUPLA PASSEIA PELA CAPITAL NESSA COMÉDIA SENSÍVEL. ELA, COMO CANADENSE PERDIDA EM BUSCA DA TIA DEMENTE, ELE, COMO SEM-TETO PERDIDO NOS ENCANTOS DA DOCE ESTRANGEIRA
Caroline Vié, 20 Minutes

DIFÍCIL NÃO SENTIR SIMPATIA PELA DOCE LOUCURA DESSES PALHAÇOS. AO CONVIDAR EMMANUELLE RIVA E PIERRE RICHARD, ASSINAM UM FILME TÃO SENSÍVEL QUANTO CRIATIVO, QUE SE DEGUSTA COMO UM “BOLINHO MADELEINE”
Baptiste Thion, Le Journal du Dimanche

(…) É INEGÁVEL QUE O CINEMA DE ABEL E GORDON POSSUI PELO MENOS UMA QUALIDADE PRIMORDIAL. COMO SÃO BURLESCOS, SE CONCENTRAM CONSTANTEMENTE NO ESSENCIAL: A CONSCIÊNCIA DO CONTEXTO, O RITMO DE CADA PLANO, AS POSTURAS DO CORPO. É CADA VEZ MAIS RARO VER FILMES QUE TENTAM MOSTRAR, PELO MENOS, UMA IDEIA POR PLANO
Marcos Uzal, Libération

UMA GULODICE NA QUAL SE HARMONIZAM SUTILMENTE O LEVE E O SÉRIO, O DOCE E O ÁCIDO
Xavier Leherpeur, La Septième Obsession

CRÍTICA BRASILEIRA

UM FILME DELICIOSO… por FERNANDO COELHO