ENREDO

EUA, Virginia, 1864, três anos após o início da Guerra Civil. John McBurney (Farrell), cabo da União encontrado ferido em um bosque pela jovem Amy (Laurence), é levado para a casa, um internato de mulheres gerenciado por Martha Farnsworth (Kidman). Lá, elas decidem cuidá-lo para que, após se recuperar, seja entregue às autoridades. Só que, aos poucos, cada uma delas demonstra interesses, desejos e disputa pelo jovem desconhecido, especialmente Edwina (Dunst) e Alicia (Fanning).

FICHA TÉCNICA

THE BEGUILED
EUA, 2017
Direção/Roteiro: SOFIA COPPOLA
Baseado no romance The Painted Devil, de Thomas Callinan
Elenco: Colin Farrell, Nicole Kidman, Kirsten Dunst, Elle Fanning e Oona Lawrence
Fotografia: Philippe Le Sourd
Montagem: Sarah Flack
Música: Laura Karpman Phoenix
Suspense/Drama
90 minutos
14 anos
Universal Pictures

O FILME E O DIRETORA

Ganhador do Prêmio de Melhor Direção do Festival de Cannes deste ano, é a segunda adaptação do romance The Painted Devil (1966), de Thomas P. Callinan (1919-95), versão feminista do filme feito em 1971 por Don Siegel, com Clint Eastwood. Sexto longa da estadunidense Sofia Carmina Coppola, 46, filha de Eleanor e Francis Ford Coppola, e realizadora de obras de porte como As Virgens Suicidas (1999), Encontros e Desencontros (2003), Maria Antonieta (2006), Um Lugar Qualquer (2008) e Bling Ring: a Gangue de Hollywood (2013) e atualmente filma La Traviata.

A PALAVRA DE SOFIA

(…) SOBRE O ESTRANHO QUE NÓS AMAMOS (THE BEGUILED, DON SIEGEL, 1971), EU NUNCA TINHA VISTO, MAS SABIA DE SUA NOTORIEDADE. EU O ASSISTI E A HISTÓRIA NÃO DEIXOU A MINHA MENTE, SUA ESTRANHEZA, A INESPERADA VOLTA DOS EVENTOS. NUNCA IMAGINEI FAZER UM REMAKE (…), E LI O LIVRO. PENSEI, E SE EU CONTASSE ESSA HISTÓRIA DO PONTO DE VISTA DAS MULHERES? MEU FILME SERIA UMA REINTERPRETAÇÃO. AS PREMISSAS DESTA HISTÓRIA ESTÃO CHEIAS DE POTENCIAL PORQUE AS RELAÇÕES DE PODER ENTRE HOMENS E MULHERES SÃO UNIVERSAIS. HÁ SEMPRE UM MISTÉRIO LATENTE ENTRE HOMENS E MULHERES
Sofia Coppola, cineasta

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CIDADES E HORÁRIOS

EM EXIBIÇÃO

DE SEGUNDA A SEXTA-FEIRA – 19h30
SÁBADOS E DOMINGOS – 14h

JOÃO PESSOA
CINÉPOLIS MANAIRA SHOPPING

CRÍTICA ESTRANGEIRA

O ESTRANHO QUE NÓS AMAMOS TEM SENTIMENTOS DE SEXO E VIOLÊNCIA AO LONGO DE SUA NARRATIVA DESPOJADA, SUGERINDO UMA FEIÚRA DEBAIXO DE ESPARTILHOS E COSTURANDO INSULTOS PROFERIDOS ANTES QUE UMA ÚNICA PALAVRA TENHA SIDO TROCADA
Alice Bishop, alicebishop.net

(…) SE O FILME DE 1971 DE SIEGEL OFERECE UMA BATALHA DOS SEXOS, A ATUALIZAÇÃO 2017 DA COPPOLA MARCA UMA VISÃO DE AUTONOMIA FEMININA DURAMENTE CONQUISTADA. JUNTOS, ELES FAZEM UMA CONTAGEM DUPLA ATRAENTE E CONTRASTANTE
Isabel Stevens, bfi.org/Inglaterra

VOCÊ NÃO PODE ESCREVER UMA DECLARAÇÃO DE TESE SOBRE O QUE O ESTRANHO QUE NÓS AMAMOS É. NÃO É ESSE TIPO DE FILME. MAS É O TIPO DE FILME QUE PERSISTE NA SUA CABEÇA, ASSIM COMO OS MELHORES CONTOS DE FADAS
Sheila O’Malley, rogerebert.com/EUA