ENREDO

Suíça, 1971. Numa tranquila e remota cidadezinha, os moradores não tiveram conhecimento dos movimentos e revoltas sociais que assolam o País desde 1968. Nora, jovem dona-de-casa, casada, 2 filhos, fica sabendo que as mulheres empreendem campanha pelo direito ao voto. Corajosa e irredutível, corta o cabelo, adota o jeans e reúne as mulheres, das jovens às idosas e implanta o movimento reivindicatório, o qual elimina a tranquilidade e revolta maridos, namorados, amantes, pais e filhos. É a revolta contra a “ordem divina” dos homens, já que, em greve, trancam as pernas para eles.

FICHA TÉCNICA

DIE GÖTTLICHE ORDNUNG
SUÍÇA, 2017
Direção/Roteiro: PETRA VOLPE
Elenco: Marie Leuenberger, Bettina Stucky, Ella Rumpf, Max Simonischek e Rachel Brunswick
Fotografia: Judith Kaufmann
Montagem: Hansjörg Weissbrich
Música: Annette Focks
Drama
96 minutos
14 anos
Mares Filmes

O FILME E A DIRETORA

Drama feminista, ganhador de prêmios nos festivais d Tribeca (do Júri e do Público), Mil Walley e San Diego, entre outros, representante da Suiça no Oscar-2017 de Melhor Filme Estrangeiro. A escritora e cineasta Petra Biondina Volpe, 47, fez 3 premiados filmes para a TV e estreia no Cinema. Ela enfoca o fato da Suiça ter sido a última das nações europeias a adotar o sufrágio feminino universal – luta iniciada no século XIX –, aprovado em 1971. Somente em 2010 a mulher ocuparia cargo federal, com a democrata Simonetta Sommaruga para o cargo de ministra no Conselho Federal.

A PALAVRA DE PETRA

EU QUERIA FAZER UMA HOMENAGEM A ESSAS MULHERES QUE LUTARAM TANTO POR MAIS DE 100 ANOS POR SEU DIREITO DE VOTO, PARA DESCREVER A ATMOSFERA DE OPRESSÃO EM QUE VIVIAM, DIA APÓS DIA, MAS TAMBÉM PARA ABORDAR A NECESSIDADE DE CONTINUAR A TER CORAGEM CIVIL E LUTAR PELA IGUALDADE HOJE. O TÍTULO “A ORDEM DIVINA” É UMA CITAÇÃO ORIGINAL DA PROPAGANDA ANTI-SUFRAGIO DOS CLUBES DAS MULHERES QUE LUTARAM CONTRA ELA – ELES REALMENTE DISSERAM QUE AS MULHERES QUE PARTICIPARAM NA POLÍTICA ESTAVAM CONTRA A ORDEM DE DEUS. NO ATUAL CLIMA POLÍTICO
Petra Biondina Volpe, cineasta

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FOTOS

CIDADES E HORÁRIOS

ESTREIA EM 7 DE DEZEMBRO
Pré-estreia

CIRCUITO A DEFINIR

CRÍTICA ESTRANGEIRA

MULHERES DIVINAS CONTA UMA HISTÓRIA DE EMANCIPAÇÃO FEMININA TARDIA. UM LEMBRETE OPORTUNO DAS BATALHAS LONGAS E DIFÍCEIS QUE AS MULHERES TRAVARAM AO LONGO DA HISTÓRIA
JW/The Economist/Inglaterra

MULHERES DIVINAS EFETIVAMENTE ILUSTRA COMO A PRESSÃO DOS PARES PODE INFLUENCIAR O PROCESSO POLÍTICO. O SILÊNCIO COLETIVO, SEJA DE MULHERES QUE NÃO QUEREM PRESSIONAR PUBLICAMENTE SEUS DIREITOS OU OS HOMENS COM MEDO DE EXPRESSAR ACORDO COM SUAS ESPOSAS POR MEDO DE PARECEREM FRACOS EM TORNO DE COLEGAS DE TRABALHO, PROVA MAIS UM OBSTÁCULO DO QUE QUALQUER OPONENTE. ESSA MENSAGEM DÁ À ALA DA SRA. VOLPE UMA VANTAGEM OPORTUNA
Ben Kenigsberg, The New York Times/EUA

UM FILME MARAVILHOSO ACOMPANHADO POR TODA A SINCERIDADE E UMA GRANDE DOSE DE HUMOR; HUMOR QUE VEM DO FATO DE QUE COISAS QUE TODOS NÓS TAMBÉM CONHECEMOS HOJE SÃO RESUMIDAS, PORQUE NÃO É TUDO REGISTRADO AO LONGO DO TEMPO. TALVEZ SEJA ESTA DECLARAÇÃO QUE DÊ AO FILME TANTO PODER
Mira Sigel, diestoerenfriedas.de/Alemanha

CRÍTICA BRASILEIRA

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UM GRITO DE LIBERDADE FEMININA… por RAPHAEL CAMACHO